Não sei se vocês já ouviram falar sobre a história de Miles Scott, mas provavelmente sim. Miles é um menino de 6 anos, portador de leucemia desde os 1 ano e 6 meses de idade e fã do batman. Esse poderia ser mais um em meio aos milhares de casos desconhecidos de uma criança doente, mas graças a Fundação Make a Wish, o mundo pôde conhecer a história de Miles e, fazer deste caso, o "portão de acesso" aos outros tantos existentes.
Make a Wish, se traduzido para o português, significa "faça um desejo". A partir disso, você já deve estar começando a entender do que se trata a instituição. Pra ficar um pouco mais claro: vocês já ouviram falar sobre o programa "Papai Noel dos Correios"? Aquele programa em que as crianças (normalmente aquelas que os pais não tem condições de atender ao pedido) escrevem cartinhas fazendo seu pedido de Natal e alguém que esteja disposto e tenha condições, "adota" uma criança, comprando o presente desejado por ela. Então. Acho que agora ficou mais fácil. A Fundação Make a Wish tem basicamente esse mesmo propósito, no entanto, o público-alvo é um pouco mais restrito. As crianças que fazem seu desejo são aquelas que tem alguma doença muito grave. Algumas pessoas podem pensar: se a doença é grave, vale a pena esse tipo de ação? Sim! Vale a pena e a galinha toda. Quem trabalha/trabalhou/convive com criança, compreende que às vezes um gesto pequeno, serve de motivação para ela, ainda mais se tratando de doenças graves e terminais, em alguns casos. Acaba sendo uma ação seletiva. Mas nesse caso, não vejo como algo negativo. Você já parou pra pensar em como é difícil a vida de uma família que não tem condições para suprir suas próprias necessidades por falta de dinheiro? Pois é, agora imagina se nessa família tem uma criança doente, precisando de remédios caros e assistência médica. Entendeu o que quis dizer?
Mas então, o sonho do menino era ser o Batman e a Fundação proporcionou à ele um dia ao lado da Polícia de São Francisco. Cerca de 20.000 pessoas acompanharam a ação.
Quando estava aplicando o projeto do meu TCC no GPACI, consegui entender como é importante levar alegria para uma criança doente e que o fato de você, na condição de voluntário, chegar naquele ambiente com um sorriso no rosto sorriso de alegria, e não de pena transmite uma certa segurança para quem está ali.
Relacionando a Fundação Make a Wish, com a história de Miles Scott, agora ligo esses dois itens ao cinema. Opa, como assim Lê? Pois é, essa história teve tamanha repercussão que a Julia Roberts (pra quem não sabe, além de atriz, ela é produtora) vai produzir um filme baseado no documentário que acompanhou o garoto: "Batkid Begins: The Wish Heard Around the World".
Bacana né gente? Como eu mesma disse acima, existem muitas crianças doentes, cujos casos são desconhecidos e ações como essa, podem fazer com que pessoas que tenham condições, ajude aqueles que precisam!
E vocês, gostaram de conhecer a história de Miles?
Um dia à noite me bate uma nostalgia enorme dos tempos de criança. Lembro-me de tanta coisa, inclusive de coisas que as pessoas acreditam que eu não lembre mais. Com todas essas lembranças, nada mais normal do que me recordar da parte da minha infância na qual pude conhecer o Japão. Mas sinto muito por não poder viver tudo aquilo hoje. Não existe em mim, necessariamente, a vontade de voltar a ser criança e sim de poder trazer as experiências vividas para os dias atuais, com a certeza de que hoje eu poderia aproveitá-las melhor. Me coloco nas lembranças como se vivesse ainda aqueles dias e posso enxergar nitidamente como foram minhas experiências. A primeira vez que andei de avião. O primeiro contato com a neve. Como aprendi a andar de bicicleta. Como comprar uma latinha de suco/café naquelas máquinas que ficavam espalhadas pelas ruas. A creche onde aprendi a ler e a escrever. O sabor dos alimentos de lá. Os desenhos japoneses que assistia. Enfim. Foram coisas que, como disse anteriormente, gostaria de trazer para os dias atuais, mas eu sei muito bem que essas coisas se trazidas para meu presente, não causariam o mesmo efeito. Com toda a certeza do mundo, um dia se eu tiver oportunidade, voltarei para lá para retomar um pouco dessas lembranças ao vivo e em cores. Talvez essa vontade de viajar para tantos lugares cause em mim essa necessidade de estar em algum lugar. Estar em algum lugar fisicamente ou simplesmente estar em algum lugar nos meus sonhos. Mas calma aí, não posso me prender a sonhos, portanto preciso tê-los pelo menos como base para conseguir chegar a algum lugar. Eu sei que não é fácil e eu nem comecei a correr atrás, mas ainda estou em tempo.
Falou-se muito em confiança e sinceridade. Pra quê? Eu pergunto agora e depois, pergunto quantas vezes mais se fizerem necessárias! Pra quê falar de amor, carinho, confiança, cumplicidade e tantas outras características se não se sabe amar, acarinhar e confiar? Um grande mal existente entre os humanos, é essa facilidade de se dizer o que quer, quando quer e pra quem quer, sem pesar as consequências futuras. O orgulho existente em nossas personalidades, nos faz querer a todo custo estar à frente de alguém em uma discussão, fazendo com que a outra pessoa se sinta inferiorizada em relação à nós.
Sinto em lhe informar que as amizades que você perdeu, agindo dessa forma, nunca mais as terá de volta. Os relacionamentos, sem explicações válidas e claras, acabados por você, não serão recuperados em um estalar de dedos. Sinto mais ainda em lhe informar que se você continuar assim, não vai muito longe.
Quando encontramos alguém para compartilhar nossos segredos, medos, sonhos e angústias, e sabemos que nessa pessoa podemos confiar, o fazemos de olhos fechados. Se as pessoas são sinceras conosco, por que não retribuir? As amizades e os demais relacionamentos que temos hoje, só continuarão existindo se soubermos cultivar. Meias palavras não esclarecem um mal-entendido. Achismo não te leva a lugar algum. Se seus relacionamentos acabaram em tão pouco tempo, desculpe-me a franqueza: você não soube cuidar. Ou você acha mesmo que uma flor, depois de plantada, não precisa mais ser regada nem adubada?
O ódio parece estar impregnado em nossas vidas. E eu me impressiono com a capacidade que as pessoas criaram em si mesmas de resolver seus problemas na base do desapego, da humilhação. Se você quer ser gentil, amigável, sincero, compreensivo e carinhoso, faça disso parte de sua rotina. Natal é apenas uma vez por ano. É apenas um dia pra ser uma pessoa boa. Pouco, não acha? Pois é.
Eu peço que olhe para o seu círculo de amizades e observe: você tem mais colegas ou amigos? É uma pena se a resposta for a primeira. Acho que está na hora de rever seus conceitos e tentar melhorar.